E o Dragão Fashion dá a largada para a moda no Nordeste do país

Tem início a temporada de desfiles da edição 2011 do Dragão Fashion em Fortaleza.

Com o intuito de resgatar a conscientização de sustentabilidade nas pessoas, o Dragão Fashion traz, em sua nova edição, estilistas engajados com o trabalho sério e dedicados na conquista de um ótimo resultado. A certeza disso são os desfiles que encantaram a primeira parte da noite de abertura do evento ao público. Preocupados com o serviço, o requinte e a qualidade das peças apresentadas encantaram a plateia nesta terça-feira, 12 de abril.
Os criadores trouxeram peças repletas de informação e detalhes. Foi o caso de Jonathan Gurgel, que começou a ter ideias de moda ainda no colégio. Há dez anos, o estilista passou a confeccionar acessórios, a garantiu, assim, a técnica de envolver metais e tecidos na passarela, por exemplo. A experimentação de diferentes materiais na coleção de Gurgel foi trabalhada em moulage; peça por peça foram confeccionadas sob influência da alta costura e da Paris dos anos 1950, com direito ao glamour e as formas da época. O estilista projetou verdadeiras esculturas em tecido, um trabalho artístico com texturas leves e pesadas em meio à fluidez dos materiais. Malhas, cetins e muito brilho ganharam as passarelas, com penas e rendas que completaram a magia da criação. A ideia da coleção, intitulada "Meus Pássaros", partiu de uma poesia composta pelo próprio Jhonata, que também costurou e modelou todas as roupas. Os cortes, as transparências e as amarrações merecem destaque. A preocupação do estilista com o acabamento no interior das peças revelaram o já conhecido cuidado com o que cada pessoa vai sentir ao provar. A cartela de cores partiu dos tons claros de branco, rosa, azul, cinza e lilás. Modelos trouxeram uma beleza limpa, porém sofisticada, com coques altos desconstruídos na cabeça.
Já o estilista João Sobarr partiu com uma nova proposta, envolver paetês, veludo, tricô e renda em vestidos curtos, calças e batas na sua coleção. Tons terrosos fizeram parte da cartela de cores, destacando o preto com aplicação de brilho principalmente. O estilista ganhou a passarela com sobreposição de tecidos e peças trabalhadas com diferentes materiais. O que definiu as características do estilista foram golas abertas com certo exagero, estampas com imagens antigas de mulheres de época, costas nuas, mangas esvoaçantes e a aplicação de pedras sobre os tecidos. A equipe de beleza apostou fortemente no batom vermelho, nos coques desfeitos em ondas e ótimo acabamento para compor o look vintage. O estilista acreditou nas peças com volume, e costuras diferentes, fugindo do convencional, com fitas marrons entrelaçadas e plumas.
Definitivamente, Mark Greiner deu um show de produção ao comemorar dez anos de Dragão Fashion. O estilista representou a cowgirl da atualidade, com chapéus e modelos acinturados, envolvendo peles e transparência numa cartela de cores pensadas para parecerem incrivelmente sóbrias, composta de marrons, cinzas, pretos, dourados, azuis, prateados e muito brilho em determinadas peças.  O couro entrou em algumas peças, em franjas, jaquetas assimétricas reinventando o convencional proposto pela indústria de moda. Os vestidos sofreram a intervenção de aplicação de materiais como a madre-pérola e cortes de couro invadindo, também, pele e rosto das modelos. A beleza trabalhada em tranças sujas e sobrecarregadas de volume e textura, hora apareciam em meio a grampos selvagens, hora com maçãs cravadas no alto das cabeças, como acessórios; detalhe para os sapatos, com acabamento em vermelho. O estilista acreditou na leveza dos tecidos, mesclada a marcação da silhueta em algumas partes do corpo. Corsets atribuíram a modelagem de várias peças; saias finas, sobrepostas às calças largas, sempre imitando peles. A verdadeira definição do desfile foram as novas propostas de desenho das mulheres, e o resultado foi um espetáculo de estilo.